terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Testículos / Outras bagaças

Meu primo?
Perfil profissional - otorrinolaringologista

Peru de fora não se manifesta?

Este ano foi maravilhoso pra gente.
Lançamos O Desenfado, que tem se mostrado um sucesso absoluto! Desde abril, mês em que o jornal foi lançado, já totalizamos seis acessos ao blog. Não é uma maravilha?!
Nas praias então, a euforia é percebida quando distribuímos o periódico, apesar de já termos ouvido frases do tipo “Não é festa?” e “Que porra é essa?”.
Bem, tínhamos decidido não seguir a batida ideia de fazer uma retrospectiva, mas aquela nossa meia dúzia de leitores insistiu tanto que resolvemos acatar as peruadas de quem está de fora.
Aliás, esse momento atual, da tal interatividade, é a legitimação do peru de fora se manifestando, não é? Bem , isso já é outro papo...
Quer um conselho? Não? Vamos dar mesmo assim: leia com a cara cheia de champagne. Talvez você até ache graça...
Bom ano novo e boa leitura (boa?)!

Equipe O Desenfado

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Hexagera Mengão!


Alegria descomunal na redação do Desenfado!
No número 17, deixamos pra trás os também 17 anos da última conquista do Brasileirão e comemoramos o hexa rubro-negro!
Galvão, já patenteamos o hexagera Brasil! Se liga!
Sem sombra de dúvida, o país é vermelho e preto e, sem modéstia nenhuma, é preciso dizer que somos o melhor time e a melhor torcida da nação!
Depois de beber todas, sendo flamenguista, botafoguense, tricolor ou vascaíno, afinal todos estamos eufóricos, leia este blog e acesse aqui outras edições
Você também pode pedir as versões eletrônicas anteriores pelo e-mail odesenfado@gmail.com.

Boa leitura! (boa?)
Equipe O Desenfado

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Esporte Esportivo

Uma vez Flamengo sempre Flamengo

Você que é pai e não torce pro Flamengo foi sábio se escondeu do seu filho a final do Campeonato Brasileiro.
Emoção pura e exemplo de raça dos jogadores e da torcida que mexeram com a estrutura do Maracanã e de quem viu pela TV o espetáculo.
Se você é um desses pais, seja esperto e diga que quem ganhou foi o Vasco (que ganhou mesmo, só que a segundona), o Fluminense ou o Botafogo (vitoriosos também, por assim dizer).
Mas se você for inteligente mesmo, vai mudar de time e incentivar que o seu guri ou guria também torça pro Mengão.
Coxa joga nas coxas e resolve com as mãos o que não conseguiu com os pés


A torcida do Coritiba, que sabe-se lá porque não se chama Curitiba, envergonhou o futebol nacional na última rodada do Brasileirão. O episódio lamentável aconteceu quando torcedores estúpidos, revoltados pelo rebaixamento para a segunda divisão, invadiram o campo e brigaram com a polícia e com quem mais estava pela frente.
Vergonhoso! Tão ou mais que o rebaixamento.

Jogo dos sete erros (clique para ampliar)

Deu merda?
Paulo Dodô

Se o presidente quer tirar os brasileiros da merda, o prefeito do Rio quer colocar os cariocas nela.
A declaração pública do presidente Lula sobre a intenção de tirar os brasileiros literalmente da merda ao resolver as questões de saneamento básico chocou muita gente. Lula usou a palavra merda em um discurso para centenas de pessoas e foi assunto de jornais e programas de televisão.
No Rio, cá estamos enfrentando as merdas do prefeito Eduardinho.

Nossa conta da Light deve aumentar por causa da cobrança de uma taxa extra para a luz pública, que já estaria embutida no IPTU.
Os cocos devem ser proibidos das praias porque sujam a nossa principal área de lazer e supostamente ajudam na proliferação de ratos, em vez de serem recolhidos ou de ser organizada uma campanha de conscientização.
E qualquer dia desses não vai haver coleta de lixo porque o Paes acha que assim veremos o quanto produzimos de lixo. Os ratos dos cocos vão adorar.

É...se o mote do prefeito sempre foi o choque de ordem, o cara tá conseguindo, afinal, andamos todos muito chocados.


Depois do presidente Lula erguer a taça do hexa, o prefeito Paes arma a barraca

Eduardo Paes, que está feliz da vida com a Copa e as Olimpíadas no Rio, anda tão animadinho que está armando a barraca pelas praias do Rio.


Arruda: supersticiosos largam de mão e da orelha

Depois que o governador de Brasília, Eduardo Arruda, botou o galho dentro, saiu do DEM e muito provavelmente ainda sofra o impeachment ao ser traído pelo assessor, supersticiosos param de usar a arruda pra dar sorte.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Número 16 - 2ª edição de novembro

Atualização quinzenal, porque temos mais o que fazer.
Para ler a versão impressa, IMPRIMA!

Se liga 16!


Em muitos países, já seríamos adultos, com carteira de motorista e tudo! Estamos no número 16. Ainda bem que aqui no Brasil, as autoridades ainda deixam os menores fazerem besteiras por aí. Assim somos nós. A diferença é que nós a escrevemos.
Leia aqui as edições anteriores de O Desenfado ou peça pelo e-mail odesenfado@gmail.com.
Boa leitura! (boa?)
Equipe O Desenfado

Veja só (clicadinha para ampliar)

Testículo


Nossos tantos muros

Vartan Melikian

O tempo, quase sempre, é irônico. Quem imaginava que quando Pedro Bial apareceu, em 89, em frente ao Muro de Berlim, estaria cobrindo o primeiro de seus muitos paredões? O fim do comunismo estava sendo celebrado pelo futuro senhor “Big Brother”, expressão que, na verdade, surgiu no romance 1984, de George Orwell, para designar o ditador que promovia o excesso de vigilância do Estado.
Ora, nada é tão controlador como o Estado comunista. E nada é tão redentor como ver o fim deste controle ser noticiado por alguém que comandaria os Big Brothers. Mesmo que seja de forma metafórica.
Eu não sei se em uma das tantas noites de eliminação do Big Brother, o Bial, com sua impostação poética e charmosa, já fez alguma referência ao Muro de Berlim. Mas o fato é que o reality show da TV Globo tem pontos em comum com aquele momento histórico. Bem, e se não tiver, eu forço a barra para que tenha e salvo meu texto.
Ao ultrapassar os muros da casa, temos o impulso de dividir os participantes em duas turmas. Geralmente, o grupo do bem e o do mal. Sempre é difícil julgar quem pertence a cada categoria. Já o Muro de Berlim dividia, simplesmente, o mundo entre dois sistemas. Agora, pensemos numa casa onde, de um lado, estariam Stalin e Fidel, calando e fuzilando seus adversários. Do outro, Kennedy e Bush, patrocinando golpes, produzindo terroristas, promovendo guerras e fomentando a indústria bélica. Qual seria a turma do bem e a turma do mal? Quem você gostaria de eliminar? Ligue, participe!
Outro ponto é a assistência que a produção do Big Brother fornece aos participantes. Do lado de dentro do muro, eles têm direito a alimentação, segurança, conforto etc. Em troca, perde-se a liberdade. Dizem que em Berlim Oriental era assim. O cidadão tinha direito a educação, saúde e emprego (conforto já era demais. Isso é coisa de capitalista!). Mas se quisesse dar aquela espiadinha do outro lado, era eliminado. Fuzilado mesmo no paredão.
Os muros do Projac e de Berlim me dão a sensação de que o ser humano aceita se confinar numa casa em busca de seu sonho. Seja o sonho de um milhão de reais ou dos 15 minutos de fama. Mas não se confina numa cidade em troca da garantia de necessidades básicas. Assim, torna-se capaz de destruir muros reais ou imaginários para ir atrás de seus desejos, nem que seja a promoção nº1 do McDonald´s.

Esporte esportivo (clique e amplie essa porra)

Lançamentos do momento

Situação que dificilmente veremos (clique e amplie)



quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Número 15 - 1ª edição de novembro

Atualização quinzenal, porque temos mais o que fazer.
Para ler a versão impressa, IMPRIMA!
Ficamos na dúvida se não tínhamos pago a conta de luz, como costuma acontecer. Mas foi mesmo o apagão. Assim, só deu pra escrever isso no editorial...e à mão...
Para conferir nossas edições anteriores, acesse o conteúdo deste blog ou peça pelo e-mail odesenfado@gmail.com.


Equipe O Desenfado

Apagão (clique p/ ampliar antes que falte luz)

Que coisas! (clique e amplie)



Testículo


Significados insignificantes
Vartan Melikian


(Baseado em uma história real. Tenho testemunhas.)
Por muito tempo eu fiquei indeciso em escrever esta crônica. Não, o texto não tem nada de bombástico, revelador. São apenas as pérolas de um amigo que tem o dom, se assim podemos dizer, de trocar os significados das palavras. Ele, inclusive, tem uma gramática boa e até usa as prepotentes mesóclises, mas tem uma incompatibilidade com o dicionário.
A dúvida em fazer o texto era a seguinte: eu correria o risco de as pessoas rirem dele e não da história. Por isso, omito o nome do meu amigo. Até porque ele é botafoguense e já vem aguentando gozações demais. E para falar a verdade, acho injustas todas as críticas a seu vocabulário. Porque, no fundo, acredito que ele esteja certo e os dicionários, errados. Amigo da gente sempre tem razão.
Veja se não faria mais sentido se a língua portuguesa se rendesse a ele:
- Vartan, era uma festança daquelas. Mas, de repente, deu um holocausto e apagou tudo.
Não sei por que “holocausto” tem o significado que tem em português. Funcionaria muito melhor se fosse a tradução de blackout. Sua sonoridade faz todo sentido. As duas primeiras sílabas transmitem uma pronúncia linear (ho-lo), tudo vai muito bem. A terceira (cau) dá a sensação de uma explosãozinha, talvez o transformador da esquina. Em seguida, um fonema seco (to). Pronto! Apagou tudo.
Não, não apaguem o texto da sua tela. Eu tenho argumentos melhores a favor dele.
Num passeio de escuna em Paraty, ele aconselhou um amigo que não sabia nadar.
- Márcio, tome cuidado. O mar é imprescindível!
Márcio, coitado, não entendeu o recado. Se não fossem os guarda-vidas... Depois de receber uma respiração boca a boca do sargento Serjão, Márcio quis culpar meu amigo. Ele desconhecia o fundamento histórico deste conselho. Afinal, no século XV, os ibéricos já diziam que o mar era imprescindível. Só mais tarde, ao errar o caminho para Índias e parar no Brasil, Cabral soltou a frase lusitana: “O mar é imprevisível”.
Foi nesse passeio, inclusive, que ele revelou o motivo de ter deixado a namorada:
- Ah, a gente não estava se coagulando muito bem.
Seja o que for que ele quis dizer, eu entendi perfeitamente porque eles se separaram.
Aliás, algumas palavras em português não merecem o peso que têm. Por exemplo: defenestrar quer dizer somente “atirar algo pela janela”. Ora, pela sonoridade, defenestrar deveria ser uma catástrofe ou, no mínimo, um desastre.
Suplente é outra palavra que, pela sua aparência pomposa, dá a impressão de ser muito mais do que significa:
- Ninguém te atendeu??? Chamarei o suplente.
Falando assim, parece que vem alguém de uma instância superior para resolver todos os problemas: capaz de promover a justiça social, lutar pela paz entre as nações e exigir o fim dos alimentos que contém glutém. Ele é o SUPLENTE! Mas quem chega é um mero substituto da atendente.
E pernóstico? Toda vez que escuto esta palavra parece que estamos falando de um criminoso, daqueles capazes de atrocidades. E mesmo quando me lembram que a palavra é só um adjetivo geralmente usado para quem fala com suposta propriedade de um assunto que não tem muita ideia, ainda assim tenho medo dos pernósticos.
Que esses tais pernósticos não comentem esse texto, como fazem com as frases do meu amigo. Deus me livre!

Três explicações (amplie em um clique)

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Número 14 - 3ª edição de outubro

Atualização quinzenal, porque temos mais o que fazer.
Para ler a versão impressa, IMPRIMA!

Parece feitiço

Caros leitores, nós andamos embasbacados com a chegada ao 14º número. Tudo bem que, às vezes, alguém elogia o Desenfado, faz um comentário no blog ou fala bem do jornal no Posto Nove, onde ele é distribuído. Mas chegar ao 14º?
Será feitiço? Sorte? Bem, apesar do Dia das Bruxas ser comemorado amanhã (31/10), não vamos ficar perdendo tempo com questões sobrenaturais. Até porque preferimos mesmo é perder tempo escrevendo. E você, lendo.
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Boa leitura!
Equipe O Desenfado

Testículo

Mala, espirituoso ou espírito de porco?
Paulo Dodô

Outro dia fui almoçar e a refeição girou em torno dos chatos. Não que algum de nós fosse assim! Não! Pelo menos, eu não!
Na verdade, o tema do papo era a diferença entre a chatice, a graça e a gaiatice. Depois de uns minutos, desistimos porque os estômagos falaram mais alto e resolvemos escolher a comida.
Pensando agora, me lembrei da questão que iniciou a conversa: é fácil diferenciar um mala, uma pessoa espirituosa e um espírito de porco? Eu acho que é.
O mala é o chato. Aquele de dar dó. Dó de quem convive com ele! Todo mundo sabe como é insuportável trabalhar, estudar, viver, enfim, saber que você pode esbarrar a qualquer momento com um maleta que vai falar sem parar, fazer piadas sem graça, ser indiscreto e mal educado. Aquele tipo que puxa a sua camisa para saber a sua opinião ou pedir algo. Estilo Kiko, do Chaves.
"- Entendeu? Entendeu? Quer que eu explique de novo? Eu posso explicar! Te contei do batizado do meu cachorro? Quer ver as fotos? Tão aqui. Deixa eu mostrar.”
O espirituoso é o gente boa. Sempre animado e engraçado, tem sempre uma tirada inteligente e humorada. Sabe sacanear, mas não exagera nas piadas. É aquela boa companhia para os chopes, casamentos, cirurgias, enfim, pra qualquer ocasião. Tipo Zeca Pagodinho.
"- Entendeu? Ou quer que eu faça um desenho?”
Já o espírito de porco está em uma categoria diferente. Na verdade, ele soma as duas acima e muitas outras. Ele sabe fazer piadas, mas exagera em várias situações. Isso faz com que ele se torne sarcástico, grosseiro, enfim, espírito de porco. Suas tiradas são inteligentes, mas são recheadas de deboche e ironia. Ele sabe achar o ponto fraco das pessoas e zoar além do limite. O João Gordo é um deles.
"- Entendeu? Você é burro? Aí, deixou cair aqui o seu caderno. Toma e volta pra escola!"
Bem, todos nós estamos sujeitos a encontrar indivíduos com essas personalidades. Todos já tivemos o azar de conhecer, conhecemos atualmente ou ainda conheceremos figuras assim. Prepare-se para elas.
E aí, gostou do texto? Gostou? Sim? Não? Por quê? Diz o que você acha! Por favor! Mas com detalhes!

O outro testículo

Os cinéfilos




Ele queria muito que sua vida fosse um musical. Daqueles de superprodução. Acreditava que seu nome, Tom, não era simplesmente um nome. Era uma predestinação. Os amigos diziam que isso era coisa de viado. Então, ele aproveitava para comprovar sua vocação e emendava a primeira estrofe: “Telma, eu não sou gay...”. Saía rodopiando e pedia que os amigos completassem a coreografia. Os amigos, é claro, não faziam nada disso. Ninguém queria ser coadjuvante.
Já Marcinha era uma sonhadora. Desejava viver uma comédia romântica. Eram feitos um para outro. E assim podemos dizer que a única coisa que faltava para eles se conhecerem era uma cantada. Mas como estamos falando de Tom, não faltava mais. Marcinha se apaixonou como uma mocinha de sessão da tarde, quando Tom roubou o microfone no barzinho e, olhando nos olhos dela, cantou “Andança” (“por onde for, quero ser seu par...”). Tudo ao seu redor parecia estar em câmera lenta, menos os outros frequentadores que não prestaram atenção naquela cena, porque reclamavam do garçom, que não prestou atenção nos pedidos.
Mas musicalzinho e comédia romântica não fazem o gênero desta coluna. Por isso escrevo para este roteiro uma nova personagem: Neusa, a amante de Tom. Uma mulher que só gostava de aventuras. Ela adorava protagonizar cenas eróticas com o Tom cantando ao seu ouvido Elymar Santos. “E mexe, remexe, se encosta, se enrola...”
O problema todo é que o Nestor, marido da Neusa, era fissurado em filmes policiais. Desconfiado da esposa, contratou um detetive particular. Tom ficou preocupado e tentou convencer o amigo do contrário: “Polícia para quem precisa, polícia pra quem precisa de polícia”. Mas Nestor disse que detestava suspenses e que, se a traição fosse confirmada, iria colocar em prática seu gênero suplente: o TERROR!
Luz, câmera, ação e fechem os olhos, pois a cena do Nestor estrangulando o amigo é muito forte. Sem ar e sabendo que a morte estava chegando, só deu tempo de Tom, enquanto morria, tossir no ritmo do tema de Psicose. Seu “the end” teria que ser em grande estilo.
No velório, houve quem escutasse um assobio da marcha fúnebre vindo de dentro do caixão. Nada foi provado.
Marcinha chorou, mas não muito. Logo estava casada com um documentarista, que não tinha o mesmo repertório romântico de Tom, mas, enfim, era um relacionamento baseado em fatos reais.
Tudo isso é ficção, é óbvio. Menos a parte que Tom roubou o microfone no barzinho. O que viria a seguir só não se tornou verdade porque, enquanto ele cantava “Andança”, Marcinha estava reclamando com o garçom o pedido que veio errado. E convenhamos: a música estava atrapalhando a conversa.

Esporte esportivo (clique p/ ampliar)



quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Número 13 - 2ª edição de outubro

Atualização quinzenal, porque temos mais o que fazer.
Para ler a versão impressa, IMPRIMA!

Conseguimos! E agora?


Milhões de brasileiros torceram e o Rio foi escolhido a sede das Olimpíadas de 2016.
O clima de euforia se mistura com o de cobrança, para que as melhoras prometidas sejam usufruídas pela população, após a realização dos Jogos.
Não há motivo para pensarmos o contrário, afinal de contas, as instalações do Pan estão em pleno funcionamento, sendo utilizadas por um país que, desde 2007, já prepara seus novos atletas olímpicos. Quem dera...
Leia neste blog as outras edições de O Desenfado ou peça os números anteriores pelo e-mail odesenfado@gmail.com.
Boa leitura!
Equipe O Desenfado

Esporte Esportivo (clique e amplie)



















Testículo

Que país é esse?
Vartan Melikian
A crise em Honduras fez revelar uma estatística interessante: Como há gente no Brasil especializada em política hondurenha, hein! E essas pessoas devem ter um nível de formação invejável. Elas são capazes de dominar a ciência da lógica ou ignorá-la, o que é mais difícil ainda. Porque em Honduras acontece tudo, menos o óbvio.
Por exemplo, fim da década de 60: o país entra em guerra contra El Salvador devido a uma partida de futebol. Guerra mesmo. Se um jogo entre Honduras e El Salvador causa tudo isso, não quero nem imaginar o que pode acontecer se um dia Vasco e Flamengo jogarem por lá.
Quarenta anos depois o inusitado ainda habita o país. O presidente Manuel Zelaya foi deposto do poder após tentar um mecanismo para aprovar a reeleição. Ele poderia muito bem ter conversado com FHC para ser bem-sucedido na manobra. Mas enfim, não conversou e deu no que deu: quis começar um segundo mandato e não terminou o primeiro.
Com o aval do judiciário, Roberto Micheletti tomou o poder afirmando ter a garantia da constituição. Depois, suspendeu várias garantias constitucionais, além de fechar rádios e TVs. Ou seja, em Honduras, cortaram a liberdade de expressão em nome da democracia. É ou não é um país confuso?
Confuso e místico. Ninguém até agora explicou como Zelaya e seus sessenta seguidores se materializaram na Embaixada Brasileira. Nem o Presidente Lula sabe. Eu acredito nele. Lula tem se mostrado coerente com sua filosofia socrática. “Eu só sei que nada sei”.
Talvez Zelaya e sua turma tenham se disfarçado de entregadores de pizza e como a Embaixada é território brasileiro, ninguém se espantou com a quantidade de pizza que chegava. Mandaram entrar. Agora o problema é a saída à francesa. Com aquele chapéu, impossível.
Bem, esse texto vai ficar uma semana no ar. Período suficiente para ele ficar velho de uma hora para outra. Mas, em se tratando de Honduras... Sei não. Lá é tudo muito complicado. Afinal, um país que coloca o nome da sua capital de Tegucigalpa quer, no mínimo, causar confusão...
Só não tenho mais inspiração.

Utilidade PÚbica


Em sua coluna, o Dr. Herculanos Arroba Dasso, discípulo do também proctologista e colaborador de um jornal que o noke lembra alho redondo e...deixa pra lá..., dá dicas de tratamento do seu, meu e nosso pelo pubiano.
Hoje tenho uma dica imperdível! Vou falar sobre um produto revolucionário, que substitui qualquer outro, quando o a questão é o alisamento dos pelos pubianos.
Quem teve a chance de ler a minha última coluna, sabe que meti o dedo na ferida e critiquei o uso do formol para a escova progressiva nos pentelhos.
Bem, indo direto ao reto, ou melhor, ao ponto, cá está minha dica: o sabão Crá-crá. Ele é mais indicado aos homens, mas também pode ser usado por mulheres que tiverem saco para aguentar piadinhas por aí..
Quem já experimentou, sabe do que estou falando. O sabão Crá-cá não deixa os cabelos do saco enrolar!
O portfólio da M.A., produtora do saponáceo, é extenso e inclui o sabão Cré-cré, que não deixa os cabelos do saco de pé; o Crí-crí, que não deixa os cabelos do saco cair; o sabão Cró-cró, que não deixa os cabelos do saco dar nó e o Crú-crú, que não deixa os cabelos do saco... enrolar com os do cu.
É importante que você se atente para duas observações:
1) o sabão Crí-cri, apesar do nome sugestivo, não impede e nem cura a proliferação de chatos;
2) os calvos e carecas não devem usar o sabão Cré-cré para evitar a calvície. O motivo é óbvio: correm o risco de ficar com cara de pau. E não me refiro a falta de vergonha...
Até a próxima!

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Número 12 - 1ª edição de outubro

Atualização quinzenal, porque temos mais o que fazer.
Para ler a versão impressa, IMPRIMA! Ou peça pelo número...
Leitor do Rio, leia com calma. Afinal de contas, hoje é ponto facultativo na cidade!
Por mais absurdo que isso seja.

E aí, vai rolar?

A pergunta está no ar: o Rio será a sede das Olimpíadas de 2016?

Aqueles que apoiam a ideia vestem a camisa 12 da torcida, mesmo número dessa singela edição, e cruzam os dedos.

Os que pensam que o dinheiro deveria ser melhor empregado e que as instalações serão esquecidas, como foram as do Pan, fazem pensamento negativo.

A Equipe O Desenfado está dividida, mas em um ponto é unânime: se rolar, não façam a besteira de chamar a Vanusa para cantar o hino na cerimônia de abertura!

Você poder ler as nossas edições anteriotes neste blog. Para encaminhar críticas positivas, já que ignoraremos as negativas, envie sua mensagem para o e-mail odesenfado@gmail.com.

Boa leitura!
Equipe O Desenfado

Entende?

Enquanto isso, na Sala de Justiça...

Jogo dos sete erros (clique para ampliar)

Coisas (clique para ampliar)

Utilidade PÚbica

Em sua coluna, o Dr. Herculanos Arroba Dasso, discípulo do também proctologista e colaborador de um jornal de grande circulação e penetração maior ainda, coloca o dedo na ferida e fala sobre o uso desenfreado do formol.
Moda é foda. A rima tinha mesmo que ser perfeita. Desculpem-me por não medir as palavras, mas como proctologista formado e assumido, não tenho o hábito de medir nada. Isso deixo para os colegas urologistas.
Serei direto no reto, ou melhor direto e reto. Essa moda de uso desenfreado do formol é uma loucura! Usar um conservante de cadáver para deixar o cabelo bonito é de matar! É mais do que estranho: é bizarro!
Tenho que concordar que há alguns bons resultados. Muita mulher (e poucos homens) tem ficado mais bonita com os novos penteados. Mas existem as sequelas! Queda de cabelos, irritação no coro cabeludo, problemas respiratórios e por aí vai. Mesmo assim, aguenta-se de tudo para conseguir a tal beleza capilar.
O mais louco nessa história é que agora tem gente fazendo escova progressiva nos pelos pubianos! Isso mesmo: tem mulher alisando a zona do agrião e homem escovando a escova! Pra quê?
Se essa coisa de formol é feita para se ficar com o cabelo igual à musa do cinema ou ao galã da TV, lá vai um esclarecimento baseado na minha experiência na labuta: não existe pentelho liso! O das celebriades também é! E olha que já vi muito!
Bem, não quero me meter demais, porque não gosto de levar trabalho pra casa, mas fica a dica. Como costumo dizer nas consultas “Desculpe eu me meter, mas é pro seu bem.”
Até a próxima!

Testículo

Fênix está na moda
Vartan Melikian

Não sei se vocês repararam, mas de uns tempos pra cá, o mundo vive um período de ressurgimento. Menos a minha inspiração que não consegue encontrar uma maneira menos cretina de começar o texto. Bem, torço para que ela também acompanhe os novos tempos e ressurja nas próximas linhas. Que a sorte esteja comigo. Aos leitores de fé, segue a redação.
O fato mais emblemático desse período se chama Rubinho Barrichello. No meu texto, ele aparece sim em primeiro (embora um parágrafo já o tenha ultrapassado, mas não vamos levar isso em conta, ok?). Ele é o melhor exemplo de que o tempo premia aquele que corre atrás (sem gracinhas, por favor. Vocês entenderam o que eu quis dizer).
No início do ano, Rubinho ainda entregava currículo e todos apostavam que ele ficaria a pé. Meses depois, o panorama é outro:
1º - Ele está em uma das melhores equipes da fórmula 1. Equipe essa que por pouco não participa da temporada. Surgiu aos 45 do segundo tempo das cinzas da Honda;
2º - Pela primeira vez na carreira, Rubinho tem a chance real de vencer um campeonato.
Para completar a situação simbólica, seu principal oponente é o outro piloto do time, Jenson Button, também dado como aposentado. Ou seja, as circunstâncias são perfeitas para assistir a uma corrida dos carros da Brawn GP e soltar o comentário candidato a piada: “Eles fizeram a melhor volta dos que não foram”. Não sei como Galvão Bueno ainda se conteve. Por incrível que pareça, talvez ele tenha um senso crítico melhor do que o meu.
No futebol, não vou falar de Ronaldo, pois aí seria “A volta dos que não foram nº 132”. Mas e o Petkovic, hein? Quem esperava que ele fosse jogar o que está jogando? Não, não vale a opinião dos otimistas fanáticos! Esses acertaram, inclusive, que Romário entraria novamente em campo. Nesse caso é “A volta de quem, pelo jeito, nunca vai”.
Quando o reaparecimento não é espontâneo, a lógica prevalece e a coisa fica meio artificial. O programa Fantástico, por exemplo, foi buscar lá no Uruguai, o cantor Belchior. Até aí, tudo bem... Mas tinha que trazer o Silvinho Ursinho Blau Blau de Brinquedo? Se o Beto Barbosa ressurgir, vou começar a acreditar num complô da Globo para nos deixar no limite.
Na política, já passamos do limite. Sarney parece imortal. Aliás, quem teve a “genial” ideia de dar esse título pra ele? Com seus poderes secretos, ele protagonizou no Senado “A volta de quem (mas por que será?, Meu Deus, me responda) não foi”. E assim descobrimos que algumas questões não são tão irrevogáveis assim.
É por tudo isso que eu ainda tenho esperança no Fluminense. Só não tenho mais inspiração.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Você quer seguir O Desenfado?


Este blog é uma versão eletrônica do jornal impresso O Desenfado e é atualizado quinzenalmente, após distribuição gratuita no Rio de Janeiro.

Você já leu um livro hoje?

O Desenfado não foi chamado para a Bienal do Livro.

Temos consciência de que nossa literatura não merece tanto e que somos apenas um jornal latino-americano, sem dinheiro no banco e sem parentes importantes. Portanto, não faremos nenhum boicote e leremos uns dois ou três livros por dia. Se você sabe ler, faça isso também!


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Boa leitura! (boa?)
Equipe O Desenfado