sexta-feira, 26 de junho de 2009

Número 5 - 2ª edição de junho

Este blog é uma versão eletrônica do jornal impresso O Desenfado e é atualizado quizenalmente, após distribuição gratuita no Rio de Janeiro.

Periodicidade: quinzenal, pois temos mais o que fazer.
Classificação: não recomendada para menores de 14 anos.
Para ler a versão impressa IMPRIMA!

Respostas do Passatempo do número 4:
Jogo dos sete erros 1) Dunga 2) Atchim 3) Feliz 4) Dengoso 5) Zangado 6) Mestre 7) Soneca


Vamo que vamo!


Cá estamos, no quinto número de O Desenfado. Esta façanha só foi possível com o seu apoio ao ler ou fingir que lê nossos textos e piadas.
Quando enviamos o jornal por e-mail e você não responde dizendo que não o quer, ou quando recebe a versão impressa e espera que a gente vire de costas para amassar ou fazer a dobradura com o papel, nossos olhos se enchem de lágrimas. É pura emoção... um sentimento que nos dá força.
Bem, quem não conhecia O Desenfado, porque nunca teve contato ou o recebeu e não teve vontade de ler, saiba que as edições anteriores estão disponíveis neste blog. Para criticar (só positivamente), escreva para o e-mail odesenfado@gmail.com.

Boa leitura!
Equipe O Desenfado
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Testículo

Meu primo?
A primeira parte da peça infantil tinha sido ótima. Para as crianças. Mas a alegria do ambiente era contagiante.
Depois de quase uma hora de espetáculo, as luzes se acenderam para o intervalo. Todos apressados para ir ao banheiro e beber alguma coisa. Não houve surpresa ao ver as filas descomunais dos sanitários, tanto o de “meninas”, quanto o de “meninos”. Fiquei na fila, no meio da criançada. Não tinha jeito, eu estava muito apertado: pelas crianças eufóricas e pela vontade de fazer o número um.
Um pouco à minha frente, observei uma mãe angustiada com a espera. Todos os pais não pareciam satisfeitos com a demora, mas ela chamava atenção. Agitada, olhava para o filho e para a fila, como se fosse capaz de achar uma solução mágica para o problema.
- César, meu filho, você não quer fazer ali no cantinho?
- Não!
- Rapidinho ali no canto...
- Não!
Aflita com a espera, a mãe começou a incitar o menino a ir para a frente para tentar um lugar melhor. A criança, que devia ter uns dez anos, esbanjava cidadania e dizia:
- Não, mãe. Vou ficar na fila.
Mesmo com a demonstração de boa edução, a mãe não se inquietava. De repente, ela saiu de seu lugar e foi até o início da fila. Conversou com um senhor e voltou correndo, chamando o filho:
- Venha, César! Seu primo está lá na frente!- Meu primo? Que primo?
Eles se afastaram e foram para o começo da fila. Pena...uma mãe desedu-cando uma criança de dez anos que quis esperar pela sua vez. Antes dos meninos entrarem no banheiro, ainda consegui ouvir, bem baixinho, o inocente diálogo:
- Oi.
- Oi.
- Você é meu primo? Ué, nunca te vi na casa da vovó...
Paulo Dodô

Tirinha

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Raphael Santos

Senado deveria seguir o exemplo da Seleção

O Sarney podia fazer o mesmo que o Daniel Alves fez no jogo com a África do Sul, na Copa das Confederações (25/06). Bem, na verdade, com uma diferença: o Daniel entrou pra resolver, enquanto o dono do Maranhão podia sair pra resolver.

Frases ditas por fulano que poderiam ter sido ditas por beltrano

Jogo dos oito erros

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Um macaco quebrando o galho do outro...





sexta-feira, 12 de junho de 2009

Número 4 - 1ª edição de junho

Este blog é uma versão eletrônica do jornal impresso e somente é atualizado quizenalmente, após sua distribuição no Rio de Janeiro.

Periodicidade: quinzenal, pois temos mais o que fazer.
Classificação: não recomendada para menores de 14 anos.

Para ler a versão impressa, imprima, ora bolas!

Respostas dos Passatempos do número 3:

Jogo dos sete erros
1) Dunga 2) Atchim 3) Feliz 4) Dengoso 5) Zangado 6) Mestre 7) Soneca

Ligue o fato ao figura
1) D 2) A 3) B 4) C

No Dia dos Namorados, de quatro!


Caro leitor, nada mais perfeito do que ficar de quatro no Dia dos Namorados. É isso mesmo, o Desenfado está conseguindo manter este relacionamento com vocês e chegou ao quarto número! (que brega...)

Em homenagem aos namorados e aos solteiros, à procura de compromisso ou na pista, esta edição tem como tema a data romântica.
O jornal O Desenfado, palavra que significa divertimento, distração, é uma publicação com textos rápidos, que tenta fazer humor com o nosso cotidiano.

Para ler as edições anteriores, acesse www.o-desenfado.blogspot.com ou peça a versão eletrônica pelo e-mail odesenfado@gmail.com.

Boa leitura!
Equipe O Desenfado

Coração de papel

O mercado gay dá...dinheiro



Bagé (RS) - “Simonal - ninguém sabe o duro que dei”. O título do documentário deixa claro: os marqueteiros levam o maior jeitão para conquistar o universo gay, um mercado com excelente poder de compra.

E a produção audiovisual foi mesmo o primeiro setor a abrir a olhota para a potência desses clientes. Afinal quem não se lembra da novela “O espigão”, que se introduziu no mundo arco-íris e possibilitou o sucesso da “Roda de Fogo”?

Anos mais tarde (a grafia está certa: escrevemos “anos” mesmo), outra novela “Olho no olho” atingiu um ponto até então pouco explorado no mercado: as lésbicas.

O poder de consumo dos gays chamou tanta a atenção que o cinema americano lançou “11 homens e um segredo”. O negócio foi crescendo, crescendo... Virou “12 homens” e agora já são “13 homens e um segredo”. Resultado: Hollywood encheu o rabo de dinheiro.

Inspirados no “Senhor dos Anéis”, os japoneses também decidiram entrar na roda gay. A primeira experiência foi uma versão de “O espigão”, lá intitulada de “9 mm”.

De acordo com as pesquisas, o que vem atrapalhando um pouco o sucesso desses produtos é o preconceito de muitos. Por isso, os patrocinadores adotaram uma nova posição. A cerveja Nova Schin, por exemplo, lançou mundialmente sua campanha “Experimenta!”.

Só que como dizem os filósofos da economia num incrível raciocínio lógico: mercado é mercado. Ao perceberem que os preconceituosos também consomem, a cerveja Cintra lançou seu slogan homofóbico: “Chega de frescura!”. Só que muita gente continua tomando o redondo.



Vartan Melikian




Tirinha

Bate papo
Jack Siborrô

Jogo dos sete erros

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Falando nisso agora?

Não é novidade para ninguém que a Igreja sempre perseguiu as minorias. Como exemplos, podem-se citar a perseguição racista, sofrida pela escocesa Joana Dark, e a inquisição que, literalmente, queimou aqueles que discordaram de seus dogmas ou que não se restringiram ao vinho como forma de atingir o sagrado.

Criadora de santos, através de processos meticulosos de investigação de milagres, a Igreja nunca conseguiu suportar que, depois de intitulados, tais divindades virassem a casaca e passassem a frequentar outras religiões, como o espiritismo. Talvez, o que mais irrite as autoridades eclesiásticas seja observar que as pessoas que recebem o “santo” são denominados “mães-de-santo” ou “pais-de-santo”, tendo sido a Igreja a verdadeira progenitora das santidades .

Trazendo o assunto para nossa vida real, parece estranho o fato de a Igreja paraguaia manter-se calada com a polêmica do ex-bispo, hoje presidente do país, que engravidou diversas mulheres, quando deveria ter mantido-se casto. Sinceramente, nada mais normal se pensarmos que o cara seguiu fielmente a alguns dos mais conhecidos preceitos religiosos: a) viu o sexo como forma de reprodução; b) não usou preservativo; c) amou a próxima e as próximas que vieram depois.

Mas, apesar dos descontos que temos que dar ao ex-bispo e com todo respeito aos nossos irmãos na latinidade, não há como não repetir a piada do momento: as camisinhas eram paraguaias!

Paulo Dodô

Poesia da edição


Farmácia


- Um rivotril, por favor.

- Em gotas?

- Sim. De comprimido, já basta o meu peito.

Un polco de cuutura


Origem da palavra:

Papel higiênico
Papel + higiene + cu

Absurdo da palavra:

Reestreia - se já estreou não há como estrear de novo. Pode ser volta de temporada ou apresentação em outro lugar, mas não reestreia!



Lançamento de 1000 mulheres para você não comer antes de morrer, o livro de bolso dos devotos de São Jorge

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De tempos em tempos, somos pegos por novos modismos que geram séries de livros, games e informações de todo o tipo, para pronto consumo.

Hoje, já é impossível adentrar qualquer livraria sem ver um livro com capa de letras e números garrafais: "1000" e "morrer".

Haja tempo e dinheiro para conhecer mil lugares antes de morrer. Haja estômago e antiácido para comer 1000 pratos antes de morrer, sem gemer. E haja disposição pra comer tanta gente antes de morrer. Ah, qual é!!

Talvez, por este motivo, a Editora Barangones tenha lançado com pompa, luxo e requinte, um guia para todos os guerreiros do escuro, que com cachaça na venta e muita, mas muita disposição, encaram qualquer parada para não zerar a noite. O livro é um alerta para os desesperados, principalmente na proximidades do Dia dos Namorados.

Então, compre, leia e se toca!
Eduardo Magalhães