sexta-feira, 12 de junho de 2009

Falando nisso agora?

Não é novidade para ninguém que a Igreja sempre perseguiu as minorias. Como exemplos, podem-se citar a perseguição racista, sofrida pela escocesa Joana Dark, e a inquisição que, literalmente, queimou aqueles que discordaram de seus dogmas ou que não se restringiram ao vinho como forma de atingir o sagrado.

Criadora de santos, através de processos meticulosos de investigação de milagres, a Igreja nunca conseguiu suportar que, depois de intitulados, tais divindades virassem a casaca e passassem a frequentar outras religiões, como o espiritismo. Talvez, o que mais irrite as autoridades eclesiásticas seja observar que as pessoas que recebem o “santo” são denominados “mães-de-santo” ou “pais-de-santo”, tendo sido a Igreja a verdadeira progenitora das santidades .

Trazendo o assunto para nossa vida real, parece estranho o fato de a Igreja paraguaia manter-se calada com a polêmica do ex-bispo, hoje presidente do país, que engravidou diversas mulheres, quando deveria ter mantido-se casto. Sinceramente, nada mais normal se pensarmos que o cara seguiu fielmente a alguns dos mais conhecidos preceitos religiosos: a) viu o sexo como forma de reprodução; b) não usou preservativo; c) amou a próxima e as próximas que vieram depois.

Mas, apesar dos descontos que temos que dar ao ex-bispo e com todo respeito aos nossos irmãos na latinidade, não há como não repetir a piada do momento: as camisinhas eram paraguaias!

Paulo Dodô

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