sexta-feira, 12 de junho de 2009

O mercado gay dá...dinheiro



Bagé (RS) - “Simonal - ninguém sabe o duro que dei”. O título do documentário deixa claro: os marqueteiros levam o maior jeitão para conquistar o universo gay, um mercado com excelente poder de compra.

E a produção audiovisual foi mesmo o primeiro setor a abrir a olhota para a potência desses clientes. Afinal quem não se lembra da novela “O espigão”, que se introduziu no mundo arco-íris e possibilitou o sucesso da “Roda de Fogo”?

Anos mais tarde (a grafia está certa: escrevemos “anos” mesmo), outra novela “Olho no olho” atingiu um ponto até então pouco explorado no mercado: as lésbicas.

O poder de consumo dos gays chamou tanta a atenção que o cinema americano lançou “11 homens e um segredo”. O negócio foi crescendo, crescendo... Virou “12 homens” e agora já são “13 homens e um segredo”. Resultado: Hollywood encheu o rabo de dinheiro.

Inspirados no “Senhor dos Anéis”, os japoneses também decidiram entrar na roda gay. A primeira experiência foi uma versão de “O espigão”, lá intitulada de “9 mm”.

De acordo com as pesquisas, o que vem atrapalhando um pouco o sucesso desses produtos é o preconceito de muitos. Por isso, os patrocinadores adotaram uma nova posição. A cerveja Nova Schin, por exemplo, lançou mundialmente sua campanha “Experimenta!”.

Só que como dizem os filósofos da economia num incrível raciocínio lógico: mercado é mercado. Ao perceberem que os preconceituosos também consomem, a cerveja Cintra lançou seu slogan homofóbico: “Chega de frescura!”. Só que muita gente continua tomando o redondo.



Vartan Melikian




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