quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Número 14 - 3ª edição de outubro

Atualização quinzenal, porque temos mais o que fazer.
Para ler a versão impressa, IMPRIMA!

Parece feitiço

Caros leitores, nós andamos embasbacados com a chegada ao 14º número. Tudo bem que, às vezes, alguém elogia o Desenfado, faz um comentário no blog ou fala bem do jornal no Posto Nove, onde ele é distribuído. Mas chegar ao 14º?
Será feitiço? Sorte? Bem, apesar do Dia das Bruxas ser comemorado amanhã (31/10), não vamos ficar perdendo tempo com questões sobrenaturais. Até porque preferimos mesmo é perder tempo escrevendo. E você, lendo.
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Boa leitura!
Equipe O Desenfado

Testículo

Mala, espirituoso ou espírito de porco?
Paulo Dodô

Outro dia fui almoçar e a refeição girou em torno dos chatos. Não que algum de nós fosse assim! Não! Pelo menos, eu não!
Na verdade, o tema do papo era a diferença entre a chatice, a graça e a gaiatice. Depois de uns minutos, desistimos porque os estômagos falaram mais alto e resolvemos escolher a comida.
Pensando agora, me lembrei da questão que iniciou a conversa: é fácil diferenciar um mala, uma pessoa espirituosa e um espírito de porco? Eu acho que é.
O mala é o chato. Aquele de dar dó. Dó de quem convive com ele! Todo mundo sabe como é insuportável trabalhar, estudar, viver, enfim, saber que você pode esbarrar a qualquer momento com um maleta que vai falar sem parar, fazer piadas sem graça, ser indiscreto e mal educado. Aquele tipo que puxa a sua camisa para saber a sua opinião ou pedir algo. Estilo Kiko, do Chaves.
"- Entendeu? Entendeu? Quer que eu explique de novo? Eu posso explicar! Te contei do batizado do meu cachorro? Quer ver as fotos? Tão aqui. Deixa eu mostrar.”
O espirituoso é o gente boa. Sempre animado e engraçado, tem sempre uma tirada inteligente e humorada. Sabe sacanear, mas não exagera nas piadas. É aquela boa companhia para os chopes, casamentos, cirurgias, enfim, pra qualquer ocasião. Tipo Zeca Pagodinho.
"- Entendeu? Ou quer que eu faça um desenho?”
Já o espírito de porco está em uma categoria diferente. Na verdade, ele soma as duas acima e muitas outras. Ele sabe fazer piadas, mas exagera em várias situações. Isso faz com que ele se torne sarcástico, grosseiro, enfim, espírito de porco. Suas tiradas são inteligentes, mas são recheadas de deboche e ironia. Ele sabe achar o ponto fraco das pessoas e zoar além do limite. O João Gordo é um deles.
"- Entendeu? Você é burro? Aí, deixou cair aqui o seu caderno. Toma e volta pra escola!"
Bem, todos nós estamos sujeitos a encontrar indivíduos com essas personalidades. Todos já tivemos o azar de conhecer, conhecemos atualmente ou ainda conheceremos figuras assim. Prepare-se para elas.
E aí, gostou do texto? Gostou? Sim? Não? Por quê? Diz o que você acha! Por favor! Mas com detalhes!

O outro testículo

Os cinéfilos




Ele queria muito que sua vida fosse um musical. Daqueles de superprodução. Acreditava que seu nome, Tom, não era simplesmente um nome. Era uma predestinação. Os amigos diziam que isso era coisa de viado. Então, ele aproveitava para comprovar sua vocação e emendava a primeira estrofe: “Telma, eu não sou gay...”. Saía rodopiando e pedia que os amigos completassem a coreografia. Os amigos, é claro, não faziam nada disso. Ninguém queria ser coadjuvante.
Já Marcinha era uma sonhadora. Desejava viver uma comédia romântica. Eram feitos um para outro. E assim podemos dizer que a única coisa que faltava para eles se conhecerem era uma cantada. Mas como estamos falando de Tom, não faltava mais. Marcinha se apaixonou como uma mocinha de sessão da tarde, quando Tom roubou o microfone no barzinho e, olhando nos olhos dela, cantou “Andança” (“por onde for, quero ser seu par...”). Tudo ao seu redor parecia estar em câmera lenta, menos os outros frequentadores que não prestaram atenção naquela cena, porque reclamavam do garçom, que não prestou atenção nos pedidos.
Mas musicalzinho e comédia romântica não fazem o gênero desta coluna. Por isso escrevo para este roteiro uma nova personagem: Neusa, a amante de Tom. Uma mulher que só gostava de aventuras. Ela adorava protagonizar cenas eróticas com o Tom cantando ao seu ouvido Elymar Santos. “E mexe, remexe, se encosta, se enrola...”
O problema todo é que o Nestor, marido da Neusa, era fissurado em filmes policiais. Desconfiado da esposa, contratou um detetive particular. Tom ficou preocupado e tentou convencer o amigo do contrário: “Polícia para quem precisa, polícia pra quem precisa de polícia”. Mas Nestor disse que detestava suspenses e que, se a traição fosse confirmada, iria colocar em prática seu gênero suplente: o TERROR!
Luz, câmera, ação e fechem os olhos, pois a cena do Nestor estrangulando o amigo é muito forte. Sem ar e sabendo que a morte estava chegando, só deu tempo de Tom, enquanto morria, tossir no ritmo do tema de Psicose. Seu “the end” teria que ser em grande estilo.
No velório, houve quem escutasse um assobio da marcha fúnebre vindo de dentro do caixão. Nada foi provado.
Marcinha chorou, mas não muito. Logo estava casada com um documentarista, que não tinha o mesmo repertório romântico de Tom, mas, enfim, era um relacionamento baseado em fatos reais.
Tudo isso é ficção, é óbvio. Menos a parte que Tom roubou o microfone no barzinho. O que viria a seguir só não se tornou verdade porque, enquanto ele cantava “Andança”, Marcinha estava reclamando com o garçom o pedido que veio errado. E convenhamos: a música estava atrapalhando a conversa.

Esporte esportivo (clique p/ ampliar)



quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Número 13 - 2ª edição de outubro

Atualização quinzenal, porque temos mais o que fazer.
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Conseguimos! E agora?


Milhões de brasileiros torceram e o Rio foi escolhido a sede das Olimpíadas de 2016.
O clima de euforia se mistura com o de cobrança, para que as melhoras prometidas sejam usufruídas pela população, após a realização dos Jogos.
Não há motivo para pensarmos o contrário, afinal de contas, as instalações do Pan estão em pleno funcionamento, sendo utilizadas por um país que, desde 2007, já prepara seus novos atletas olímpicos. Quem dera...
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Boa leitura!
Equipe O Desenfado

Esporte Esportivo (clique e amplie)



















Testículo

Que país é esse?
Vartan Melikian
A crise em Honduras fez revelar uma estatística interessante: Como há gente no Brasil especializada em política hondurenha, hein! E essas pessoas devem ter um nível de formação invejável. Elas são capazes de dominar a ciência da lógica ou ignorá-la, o que é mais difícil ainda. Porque em Honduras acontece tudo, menos o óbvio.
Por exemplo, fim da década de 60: o país entra em guerra contra El Salvador devido a uma partida de futebol. Guerra mesmo. Se um jogo entre Honduras e El Salvador causa tudo isso, não quero nem imaginar o que pode acontecer se um dia Vasco e Flamengo jogarem por lá.
Quarenta anos depois o inusitado ainda habita o país. O presidente Manuel Zelaya foi deposto do poder após tentar um mecanismo para aprovar a reeleição. Ele poderia muito bem ter conversado com FHC para ser bem-sucedido na manobra. Mas enfim, não conversou e deu no que deu: quis começar um segundo mandato e não terminou o primeiro.
Com o aval do judiciário, Roberto Micheletti tomou o poder afirmando ter a garantia da constituição. Depois, suspendeu várias garantias constitucionais, além de fechar rádios e TVs. Ou seja, em Honduras, cortaram a liberdade de expressão em nome da democracia. É ou não é um país confuso?
Confuso e místico. Ninguém até agora explicou como Zelaya e seus sessenta seguidores se materializaram na Embaixada Brasileira. Nem o Presidente Lula sabe. Eu acredito nele. Lula tem se mostrado coerente com sua filosofia socrática. “Eu só sei que nada sei”.
Talvez Zelaya e sua turma tenham se disfarçado de entregadores de pizza e como a Embaixada é território brasileiro, ninguém se espantou com a quantidade de pizza que chegava. Mandaram entrar. Agora o problema é a saída à francesa. Com aquele chapéu, impossível.
Bem, esse texto vai ficar uma semana no ar. Período suficiente para ele ficar velho de uma hora para outra. Mas, em se tratando de Honduras... Sei não. Lá é tudo muito complicado. Afinal, um país que coloca o nome da sua capital de Tegucigalpa quer, no mínimo, causar confusão...
Só não tenho mais inspiração.

Utilidade PÚbica


Em sua coluna, o Dr. Herculanos Arroba Dasso, discípulo do também proctologista e colaborador de um jornal que o noke lembra alho redondo e...deixa pra lá..., dá dicas de tratamento do seu, meu e nosso pelo pubiano.
Hoje tenho uma dica imperdível! Vou falar sobre um produto revolucionário, que substitui qualquer outro, quando o a questão é o alisamento dos pelos pubianos.
Quem teve a chance de ler a minha última coluna, sabe que meti o dedo na ferida e critiquei o uso do formol para a escova progressiva nos pentelhos.
Bem, indo direto ao reto, ou melhor, ao ponto, cá está minha dica: o sabão Crá-crá. Ele é mais indicado aos homens, mas também pode ser usado por mulheres que tiverem saco para aguentar piadinhas por aí..
Quem já experimentou, sabe do que estou falando. O sabão Crá-cá não deixa os cabelos do saco enrolar!
O portfólio da M.A., produtora do saponáceo, é extenso e inclui o sabão Cré-cré, que não deixa os cabelos do saco de pé; o Crí-crí, que não deixa os cabelos do saco cair; o sabão Cró-cró, que não deixa os cabelos do saco dar nó e o Crú-crú, que não deixa os cabelos do saco... enrolar com os do cu.
É importante que você se atente para duas observações:
1) o sabão Crí-cri, apesar do nome sugestivo, não impede e nem cura a proliferação de chatos;
2) os calvos e carecas não devem usar o sabão Cré-cré para evitar a calvície. O motivo é óbvio: correm o risco de ficar com cara de pau. E não me refiro a falta de vergonha...
Até a próxima!

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Número 12 - 1ª edição de outubro

Atualização quinzenal, porque temos mais o que fazer.
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Leitor do Rio, leia com calma. Afinal de contas, hoje é ponto facultativo na cidade!
Por mais absurdo que isso seja.

E aí, vai rolar?

A pergunta está no ar: o Rio será a sede das Olimpíadas de 2016?

Aqueles que apoiam a ideia vestem a camisa 12 da torcida, mesmo número dessa singela edição, e cruzam os dedos.

Os que pensam que o dinheiro deveria ser melhor empregado e que as instalações serão esquecidas, como foram as do Pan, fazem pensamento negativo.

A Equipe O Desenfado está dividida, mas em um ponto é unânime: se rolar, não façam a besteira de chamar a Vanusa para cantar o hino na cerimônia de abertura!

Você poder ler as nossas edições anteriotes neste blog. Para encaminhar críticas positivas, já que ignoraremos as negativas, envie sua mensagem para o e-mail odesenfado@gmail.com.

Boa leitura!
Equipe O Desenfado

Entende?

Enquanto isso, na Sala de Justiça...

Jogo dos sete erros (clique para ampliar)

Coisas (clique para ampliar)

Utilidade PÚbica

Em sua coluna, o Dr. Herculanos Arroba Dasso, discípulo do também proctologista e colaborador de um jornal de grande circulação e penetração maior ainda, coloca o dedo na ferida e fala sobre o uso desenfreado do formol.
Moda é foda. A rima tinha mesmo que ser perfeita. Desculpem-me por não medir as palavras, mas como proctologista formado e assumido, não tenho o hábito de medir nada. Isso deixo para os colegas urologistas.
Serei direto no reto, ou melhor direto e reto. Essa moda de uso desenfreado do formol é uma loucura! Usar um conservante de cadáver para deixar o cabelo bonito é de matar! É mais do que estranho: é bizarro!
Tenho que concordar que há alguns bons resultados. Muita mulher (e poucos homens) tem ficado mais bonita com os novos penteados. Mas existem as sequelas! Queda de cabelos, irritação no coro cabeludo, problemas respiratórios e por aí vai. Mesmo assim, aguenta-se de tudo para conseguir a tal beleza capilar.
O mais louco nessa história é que agora tem gente fazendo escova progressiva nos pelos pubianos! Isso mesmo: tem mulher alisando a zona do agrião e homem escovando a escova! Pra quê?
Se essa coisa de formol é feita para se ficar com o cabelo igual à musa do cinema ou ao galã da TV, lá vai um esclarecimento baseado na minha experiência na labuta: não existe pentelho liso! O das celebriades também é! E olha que já vi muito!
Bem, não quero me meter demais, porque não gosto de levar trabalho pra casa, mas fica a dica. Como costumo dizer nas consultas “Desculpe eu me meter, mas é pro seu bem.”
Até a próxima!

Testículo

Fênix está na moda
Vartan Melikian

Não sei se vocês repararam, mas de uns tempos pra cá, o mundo vive um período de ressurgimento. Menos a minha inspiração que não consegue encontrar uma maneira menos cretina de começar o texto. Bem, torço para que ela também acompanhe os novos tempos e ressurja nas próximas linhas. Que a sorte esteja comigo. Aos leitores de fé, segue a redação.
O fato mais emblemático desse período se chama Rubinho Barrichello. No meu texto, ele aparece sim em primeiro (embora um parágrafo já o tenha ultrapassado, mas não vamos levar isso em conta, ok?). Ele é o melhor exemplo de que o tempo premia aquele que corre atrás (sem gracinhas, por favor. Vocês entenderam o que eu quis dizer).
No início do ano, Rubinho ainda entregava currículo e todos apostavam que ele ficaria a pé. Meses depois, o panorama é outro:
1º - Ele está em uma das melhores equipes da fórmula 1. Equipe essa que por pouco não participa da temporada. Surgiu aos 45 do segundo tempo das cinzas da Honda;
2º - Pela primeira vez na carreira, Rubinho tem a chance real de vencer um campeonato.
Para completar a situação simbólica, seu principal oponente é o outro piloto do time, Jenson Button, também dado como aposentado. Ou seja, as circunstâncias são perfeitas para assistir a uma corrida dos carros da Brawn GP e soltar o comentário candidato a piada: “Eles fizeram a melhor volta dos que não foram”. Não sei como Galvão Bueno ainda se conteve. Por incrível que pareça, talvez ele tenha um senso crítico melhor do que o meu.
No futebol, não vou falar de Ronaldo, pois aí seria “A volta dos que não foram nº 132”. Mas e o Petkovic, hein? Quem esperava que ele fosse jogar o que está jogando? Não, não vale a opinião dos otimistas fanáticos! Esses acertaram, inclusive, que Romário entraria novamente em campo. Nesse caso é “A volta de quem, pelo jeito, nunca vai”.
Quando o reaparecimento não é espontâneo, a lógica prevalece e a coisa fica meio artificial. O programa Fantástico, por exemplo, foi buscar lá no Uruguai, o cantor Belchior. Até aí, tudo bem... Mas tinha que trazer o Silvinho Ursinho Blau Blau de Brinquedo? Se o Beto Barbosa ressurgir, vou começar a acreditar num complô da Globo para nos deixar no limite.
Na política, já passamos do limite. Sarney parece imortal. Aliás, quem teve a “genial” ideia de dar esse título pra ele? Com seus poderes secretos, ele protagonizou no Senado “A volta de quem (mas por que será?, Meu Deus, me responda) não foi”. E assim descobrimos que algumas questões não são tão irrevogáveis assim.
É por tudo isso que eu ainda tenho esperança no Fluminense. Só não tenho mais inspiração.