quinta-feira, 18 de março de 2010

Testículos / Crônicas

Ainda o tal lado devassa

A verdadeira origem da polêmica bolinha de papel na careca do Serra


A vizinha e o binóculo


Ânimo e desânimo


"Bico calado, tome cuidado, que os homens vêm aí"


Campanha eleitoral começa nos rádios e na TV


Dar cabo do caixão


Deu merda?


Ditos Populares


É um pássaro? É um avião? É o Super-homem?


É Vídeo Show? Falando nisso agora?


Fênix está na moda


Foi assim que vi o título


Hipocondríacos

(J)A Era Dunga


Ler pra crer


Mala, espirituoso ou espírito de porco?


Metendo o dedo na urna


Minha sogra e o bichinho de estimação


No tribunal


Nossos tantos muros


Novos tempos


O Devoradô de Letras


O mercado gay dá...dinheiro


O sinestésico


Os cinéfilos


Pura verdade: amor incondicional pela minha sogra


Quadrilha


Que belo Dia dos namorados...


Que país é esse?


Revelações fenomenais


Significados insignificantes


Teorias da Conspiração


Yes, nós temos TOC

Casal 20



Correndo o risco de parecermos ridículos e tendo plena consciência de que temos feito isso desde a primeira edição, cá estamos nós e você, leitor, vivendo o número 20. Mas cá entre nós: você e o Desenfado não fazem um lindo casal?

É...dessa vez nos superamos no quesito estupidez...

Testículo

Ânimo e desânimo

Paulo Dodô

Avenida Rio Branco e Cinelândia com trânsito complicado, música tocando e muita gente pelas ruas fechadas.
Não. Não é o Cordão da Bola Preta, por mais que pareça o recente Carnaval no Rio. Trata-se do Ato Público em defesa dos royalties do petróleo para o Rio.
Sabe, achei uma tristeza tudo aquilo.
Em primeiro lugar, coitados do policiais e guardas municipais. Apesar de acostumados a não fazer nada, é deprimente vê-los não fazer nada na chuva. E eram muitos. Mas muitos mesmo. A bandidagem deve ter ficado feliz pela cidade, se é não participou da mobilização. Afinal, o movimento precisa do apoio de todos, vide a bizarra visão da Rosinha de mãos dadas com o Cabral e o Paes.
Isso me desanimou...
Também fiquei meio chateado, por conta do Theatro Municipal. Poxa, ele já está em obras há quanto tempo? Um ano? Mais? A reforma devia ser agilizada, até porque ninguém agüenta a propaganda que passa na TV dizendo que o espaço vai ficar melhor. Pressa pra fazer e colocar uma faixa imensa na fachada o pessoal tem. O que é contra lei. Ora, não é um monumento tombado!?
Isso também me desanimou...
Por outro lado, fiquei alegre. Achei um barato chamarem a travesti Jane (que não é a Duboc, apesar de gostar do babado) para cantar o Hino Nacional. Mostra que todos são iguais, apesar da igualdade não ser o lema do movimento, no que diz respeito à distribuição da grana do petróleo.
Isso sim me animou!
Também fiquei contente ao pensar que se o governador e o prefeito estão lutando pelos royalties, com a justificativa de que precisam dos recursos para a realização da Copa 2014 e das Olimpíadas 2016, imaginem o que não farão pela população!
Como isso também me animou!
Imaginem o que não farão pela educação, saúde e moradia e o quanto não correrão atrás de verba para essas áreas! Teremos um belo futuro! Uma Cidade Maravilhosa de verdade!
Isso me animou pra caramba!
Anima mesmo ver que o Paes vai chocar quem for preciso para lutar pelo município e constatar que o “Cabral descobriu” o Rio!
Poxa, eles só tomaram posse esse ano, não foi? Nossa, minha animação não tem fim!

Outro testículo


O sinestésico
Vartan Melikian
Tato, como o próprio nome anunciava, era um rapaz cheio de dedos. Talvez por isso tenha sentido um frio na espinha antes de comunicar à família que ia largar tudo para estudar anatomia. O pai disse que assim ele ia trocar os pés pelas mãos. A mãe também colocou uma pulga atrás da sua orelha quando perguntou o que o levaria a abandonar o trabalho de digitação, a profissão perfeita para ele.
Mas Tato botou na cabeça que queria conhecer cada parte do corpo humano e pela primeira vez iria olhar só para o próprio umbigo. Ah, e a família não teria que meter o nariz onde não era chamada.
Estava decidido a nunca mais ser o testa de ferro daquele chefe que era um chute no saco. Vivia carregando a empresa nas costas e pesava em seus ombros a responsabilidade de entregar todo trabalho com ele fungando em seu cangote.
Tudo aquilo o embrulhava o estômago e já há algum tempo empurrava aquela situação com a barriga. Mas havia chegado a hora de dar um pé na bunda do chefe pentelho e agarrar com unhas e dentes a faculdade de Anatomia. Foi de peito aberto fazer o que seu coração mandava.
Mesmo sabendo que a mensalidade custava os olhos da cara, fez a matrícula. “Pode ter sido um passo maior que a perna”, pensou. Mas, logo em seguida, lembrou o dito popular que sempre ouvia do antigo chefe: Ajoelhou tem que rezar. Além de rezar, só havia um jeito de pagar a conta: fechar a mão.
Controlou o bolso com pulso forte. Os estudos também. Era o crânio da faculdade. Mas uma matéria cabeluda era o seu calcanhar-de-aquiles. Precisava que os amigos dessem uma mãozinha. E foi assim que conheceu Geysa, a menina da minissaia, que compartilhava tudo o que sabia sobre o corpo humano.
Com ela, mesmo se ele tivesse entendido a matéria, dava uma de joão-sem- braço, só para ficar escutando aquela mulher que falava pelos cotovelos. Ele, apaixonado, ficava quieto, com um nó na garganta, sem conseguir se declarar. E se ela virasse a cara?
Só que o povo tem a língua maior que a boca e começou a falar mal da Geysa. Dizia que ela fazia a faculdade nas coxas e que não era companhia para Tato. Mas ele não deu ouvidos. Tomou coragem e entrou de sola naquela relação, que era muito mais do que uma coisa de pele.
Com a menina da minissaia, Tato finalmente conhecia todas, mas todas as partes do corpo humano. Enquanto isso, Geysa lavava sua alma.

Lula, que já exagerou no Pré-sal e teve hipertensão, vai ter que lidar com uma indigestão por causa dos royalties

Convenhamos que tem sido difícil para o presidente Lula engolir tanta coisa. Imagine digerir o presidente do Senado, o governador de Brasília e tantos outros políticos.

Apesar de todo mundo saber que ele adora tomar uns gorós, a questão dos royalties do Petróleo vai descer queimando a garganta quando Lula tiver que se pronunciar.
E pela passeata realizada ontem (17/03) no Centro do Rio, Cabral e Paes não vão engolir mesmo o projeto do deputado Ibsen.

Dicas do português


Existe uma diferença entre os advérbios onde e aonde.

Onde - indica permanência em um lugar (em que lugar)
Ex.: Onde estão os royalties já recebidos que ninguém viu?

Aonde - indica um destino (a que lugar/para onde).
Ex.: Aonde vão os royalties do petróleo que não sabemos se veremos?


Roberto Leal

Leia o artigo que define com perfeição o gênero masculino




Jogo do erro do Dodô + outros sete