quinta-feira, 22 de abril de 2010

"Cala a boca, Jair!"


Carteira 22



Dizem que 22 é o número de maluco. Nunca ouviu falar nisso? Nem nós!
Na verdade, só um dos nossos muitos repórteres sabia dessa “lenda” e insistiu para que fizéssemos o editorial sobre o assunto.
Bem, como ninguém teve ideia pior, quer dizer, melhor, a gente topou.
Em uma semana em que se comemora o feriado de Tiradentes e o aniversário 50 anos de Brasília no mesmo dia (bem, todo ano é no mesmo dia), até que tá valendo...

Pensamento da edição - 50 anos de Brasília


“Brasília: o sonho de um brasileiro que virou o pesadelo de todos os outros. Quase todos.”

Jacque Siborrow

Testículo


Apocalipse no trânsito
Paulo Dodô

Os fiéis que estiveram no evento religioso na Praia de Botafogo, em pleno feriado de Tiradentes, que me desculpem: aquilo tava um inferno!
Os engarrafamentos no bairro duraram horas e se estenderem até o Centro da cidade. Ao largar meu carro a alguns metros de casa, até comecei a pensar se a ideia de criar o engarrafamento não teria sido arquitetada pela Igreja Universal.
Sabe, no caminho até meu apartamento, ouvi gritos dos carros parados que pareciam sinceras expressões religiosas: “Nossa Senhora!”, “Cruz credo!”; “Que inferno!”; “Meu Deus!”.
Deve ter sido uma jogada dos organizadores do evento para estimular a religiosidade. Só pode.
E não foi só na hora complicada. Quando o trânsito começou a fluir, como eu ouvi gritos da janela de casa: “Aleluia!”, “Aleluia!”.
Bem, mas tá tudo bem, afinal, a Prefeitura do Rio se confessou ingênua e pediu desculpas pelo engarrafamento e disse que não sabia que iria haver tantos ônibus.
Realmente é difícil prever que a Igreja Universal, que tem filiais espalhadas por todo o Brasil e pelo mundo, possui até uma emissora de televisão e tem milhares de seguidores levaria um rebanho tão grande de gente à Praia de Botafogo.
Mas, me pergunto, e um guardinha na rua pra dar uma mãozinha com os sinais e cruzamentos? Não dava pra ter rolado?
Talvez nossos policiais ainda estivessem cansados ou resfriados por terem trabalhado na passeata em defesa dos royalties do petróleo. No dia choveu muito. Opa, isso também é papo pra mais desculpa, ou melhor, perdão...
O brabo é que, nessas situações, somos nós quem pagamos a penitência pelos pecados dos outros...

Personalidades nas quais você não acreditaria, caso exercessem outras atividades









Que são? Marcelo Tas, Adriano "Imperador", Ronaldo "Fenômeno"  e Rick Martin.

Desenfado Marcas

Peça pelo número! Temos do 38 ao 56, em diversas cores.




quinta-feira, 1 de abril de 2010

Número 21 - abril

Atualização quinzenal, porque temos mais o que fazer. / Para ler a versão impressa, IMPRIMA!

Mentira?


Caros poucos leitores, nossa Equipe anda se perguntando: já estamos no 21º número? Sobrevivemos? Alguém nos lê?

As indagações levam sempre à mesma conclusão: só pode ser mentira, coisa de 1º de abril que, aliás, é hoje.

Por conta destas reflexões e da data em questão, que provoca ataques compulsivos de piadas e pegadinhas, decidimos dedicar esta edição à verdade, o que tem sido, desde o início, o nosso baluarte.

Boa leitura a todos!

P.s.: Essa coisa do boa foi a única mentira desta publicação, tá certo?



Equipe O Desenfado

Mentiras inacreditáveis, que desperdiçam a gaiatice do 1º de abril


Existem mentiras que nem o pinóquio mais sacana e cínico conseguiria contar e se fazer verdadeiro.
Por exemplo, falar que o Ronaldo já pegou travesti seria um absurdo.

Veja outras bizarrices e as evite hoje, se quiser pegar alguém.



Testículo


Pura verdade: amor incondicional pela minha sogra
Paulo Dodô
Eu amo a minha sogra. Não consigo imaginar a vida sem ela.
Tanto que, quando minha mulher e eu decidimos viajar para a Disney, eu bati o pé, fiz beicinho e disse que a minha sogrinha do coração tinha que ir com a gente. Ah, com certeza eu fiz isso...
Na hora de botar tudo no papel, percebi que o custo da viagem ia aumentar vertiginosamente, já que a minha querida sogrinha não queria tirar nada do bolso. Só depois vi que aquele gasto poderia se tornar um investimento.
Misteriosamente, não me pergunte como, o passaporte dela sumiu na primeira conexão, já nos EUA. Eu, de forma gentil, tentava explicar que não seria possível que ela seguisse a viagem com a gente. Ela estava em prantos. Fiquei tão emocionado...
Mas aí um milagre aconteceu: ela encontrou o passaporte em uma lata de lixo, próxima de onde estávamos, quando se abaixou para procurar o calmante que tinha caído. Que sorte. Dela. Fiquei tão emocionado...
Em Orlando, ah, como nos divertimos! Minha sogra nos acompanhava em todas as atrações. E fazia questão de ir com a minha mulher em todos os brinquedos, enquanto eu dividia os carrinhos com pessoas desconhecidas. Foi realmente tão divertido...
Já no fim da viagem, me toquei que aqueles momentos maravilhosos iriam acabar e que voltaríamos os três para a vida real. De repente, tive um estalo: por que não arrumar um emprego para a minha amada sogra na Disney? Eu sentiria muita, muita e muita falta dela, mas ela estaria atuando em lugar em que todo mundo já pensou em trabalhar!
Tive como primeira ideia perguntar se havia vaga para as bruxas e monstros vivos no trem fantasma. Informei que minha sogra era muito dramática e que não precisaria de treinamento, tampouco maquiagem. Ao mostrar uma foto dela, obtive uma resposta negativa. A encarregada me disse que a atração não poderia ser tão assustadora, porque era visitada por crianças.
Depois pensei que ela poderia ser piloto de teste nos brinquedos perigosos. Ela é muito agitada e adora criar confusão e achei que tinha tudo a ver com o seu perfil. Fui logo desacreditado por um funcionário que me disse que ela era muito idosa e que poderia não suportar os testes pesados. Eu ponderei que ela era uma pessoa insistente e teimosa e que, se o pior acontecesse, ela estaria cumprindo a sua função, o que seria muito gratificante para ela. E para mim. Não adiantou.
No final das contas, depois de várias tentativas, desisti de arrumar um emprego pra minha sogrinha.
Voltamos e já estou programando a próxima viagem para fevereiro. Infelizmente a minha sogrinha não vai com a gente. Ela vai desfilar no Salgueiro, afinal de contas, a escola de samba é um caldeirão.

Poesia da edição


Raphael Santos