quarta-feira, 12 de maio de 2010

Mãe só tem múmia



Calma. Não queremos xingar a mãe de ninguém! Sabemos que ofensa à mãe é um terreno perigosa, aceito somente quando nos referimos às progenitoras de juízes de futebol.
Essa é nossa forma de homenagear a todas as mães, instituição milenar e tradicional em todas as famílias, assim como as múmias do Egito. Tá bom, tá bom, a analogia está péssima, mas queríamos usar a frase do título e forçamos a barra.
Leia esta edição com um carinho materno, tá certo? Só assim, você vai aguentar chegar até o final...

Obs.: 23 jogadores escalados para a Seleção é estamos no número 23!. Isso é um sinal. Um péssimo sinal...

Boa (?) Leitura!
Equipe O Desenfado

Ler pra crer


Viver a Vida

Não nos levem a mal, mas a maravilhosa história de amor entre Luciana e Miguel, uma mistura de superação e paixão pura e bela, merecia uns beijos mais verdadeiros. A realidade da atriz na cadeira de rodas não condiz com as bitocas mixas entre o casal. Repare.


Eliana e Latino

Calma! Não é mais uma formação de um casal de celebridades (celebridades?). Mas é tão inverossímil quanto! O Programa da Eliana lança um concurso bizarro de imitações do Latino. Uma observação: no site do ‘cantor’, ele se considera o maior showman do Brasil...


Huck fotógrafo

Luciano Huck deu continuidade à ideia de comparar sua nariga com pontos turísticos através de fotografias. Depois da primeira imagem publicada em seu twitter, registrada na Pedra da Gávea, no Rio, ele aproveitou suas viagens a trabalho e botou a câmera pra funcionar.


Frases que surgem depois da convocação da Seleção

- Grafite vai escrever o sucesso da seleção?

- FIFA criou limite de peso para a Copa. Como o Maradona vai, não daria pra chamar o Adriano e o Ronaldo Fenômeno.

- Como bom gaúcho, Ronaldinho perguntou: “Será que não dá pra abrir uma exceção pra que eu seja o jogador 24?”

- Dunga muda de opinião e escala Branca de Neve.

- No mês das mães, o Dunga foi uma pra muito jogador.

- Em tempo de álbum, esse Dunga se mostra uma figura.

- Sem Neymar e Ganso, seremos pato na Copa.

Testículo

Yes, nós temos TOC
Vartan Melikian

Se fosse possível personificar alguma doença, o Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) seria uma espécie de político que vive prometendo que todo o tormento que estamos passando é para o nosso próprio bem.
Mas Diógenes era o tipo de alma que acreditava em políticos. Pior: acreditava em promessas de político. Tanto que até hoje tem a esperança de ver corrigida a poupança confiscada no plano Collor. Já se passaram 20 anos e toda vez que vai consultar seu saldo, Diógenes continua repetindo baixinho, várias vezes, as mesmas palavras: “Não me deixem só!”. Nunca respondeu se o que diz é devido ao antigo jargão do Collor ou se é abreviação da frase completa que seria: “Não me deixem só...COM ISSO!”. Bem seja como for, seu ritual não trouxe nenhum resultado. Ainda. O “ainda” é por minha conta. Preciso confessar: também tenho TOC.
Só que o TOC de Diógenes tem algo mais sublime do que o meu. Para ele, suas manias vão salvar o mundo. Essa é a sua missão. Aliás, não é apenas uma missão. É uma redenção. Precisa reparar um erro histórico. Em 98, devido a uma terapia para vencer seu TOC, foi dormir, na véspera da final da Copa do Mundo, com o cabelo despenteado. Deu no que deu. Ronaldo se sentiu mal, Zidane não sentiu pena e a gente se sentiu péssimo.
O terapeuta até hoje não entendeu quando Diógenes apareceu no consultório com um alicate querendo arrancar o mamilo dele (do terapeuta claro! Não o dele mesmo. Ele tem TOC, mas não é louco). O psiquiatra apenas classificou o fato como “surto agressivo em virtude da abstinência de rituais”.
Depois da tentativa de vingança, Diógenes passou quatro anos se preparando. Inventou vários e originais TOCs para reverter a falha de 98. Em 2002, veio o resultado. Depois de ele cumprir todos os seus rituais, a Seleção venceu os 7 jogos da Copa. Se orgulha até hoje de ter dado a dica para o Ronaldo aparecer com o cabelo cascão naquela final. “Se não foi isso, sei não”.
Diógenes sabia que podia ir além do esporte e alcançar um feito maior. Assim, começou seu ritual para salvar o mundo. Pesquisou qual TOC seria a senha mágica para despertar o primeiro passo: A paz no Oriente Médio!
Não era muito complicado. O raciocínio era o seguinte: a maioria dos palestinos é muçulmana, religião que tem como dia sagrado sexta-feira. Sexta-feira... Sexto dia da semana... Anotou o número 6. Para os judeus, a data santa é sábado. Sábado...Sétimo dia da semana.... Número 7. Às vezes, eu ficava em dúvida se Diógenes tinha TOC ou se era numerólogo.
Mas enfim... O plano era claro e óbvio (por que ninguém havia pensado nisso?). Para unir os dois povos, bastaria unir os números dos dias sagrados. Deu 67... Sendo 6+7=13. E esse é o número de quem? De quem? De Zagallo, o técnico que “teve que engolir” os 3 a 0 para França na Copa de 98. Por culpa de quem? De quem? Do descaso de Diógenes. Promover a paz entre judeus e palestinos com o número 13 era uma homenagem a Zagallo, uma maneira de recompensar o que fizera ao Velho Lobo.
Foi assim que passou a repetir todos os seus gestos 13 vezes. Os resultados estavam demorando, mas a visita de Lula ao Oriente Médio acendeu Diógenes de esperança.
-Ele é o cara. Já praticamente resolveu o problema do apagão, da saúde pública, da guerra do tráfico... Então, deixa a Faixa de Gaza com ele. Rapidinho, Lula dá um jeito. Vamos comemorar.
E saía eufórico imitando o aviãozinho de Zagallo (lembram?). Fez, claro, 13 aviõezinhos. Não temia ser ridicularizado. Sabia que salvar o mundo tem seu preço. Lamentava apenas a perda dos amigos que morreram quase todos de cirrose ao tentarem acompanhar as sempre 13 doses de Diógenes na mesa do bar.
-São mártires – dizia com orgulho e os olhos cheios d’água.A solidão só não foi pior porque conheceu Wasleka, a ninfomaníaca que, ao saber do TOC de Diógenes, encontrou seu homem perfeito. Hoje, mesmo com as olheiras profundas, ele se arrasta satisfeito para o 13º sexo do dia. Tudo em nome da paz mundial.