quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Caiam de boca no peru!


Caros leitores, cá estamos nós, fechando mais um ano.a

Para a equipe O Desenfado, 2010 foi maravilhoso. Dos nossos seis leitores, apenas um deixou de visitar o blog e o twitter, mas por causas naturais. Ele morreu. Aparentemente, não há nenhuma relação da morte com a leitura dos nossos textos. Que isso fique claro!

Bem, andamos sumidos e vamos justificar a nossa ausência. Para os que a comemoraram, contenham-se: estamos de volta!

Apesar de sermos um jornal/blog/seiláoquê apartidário, muitos de nossos colaboradores se envolveram em ações políticas no período eleitoral. Por isso, sumimos um pouco.

A principal delas aconteceu em Campo Grande (Rio), quando decidimos nos livrar de milhares de jornais impressos encalhados, que não foram distribuídos pela cidade. Para quem não sabe, a gente costumava fazer isso, mas acabamos enchendo o saco. a

Por um acaso do destino, justo a bolinha feita com a edição de número 13 atingiu a cabeça do Serra. A partir daí, todo mundo sabe o que houve. O desdobramento da folha que não foi dobrada, mas sim amassada, deu no que deu. Escândalo por nada, nas Eleições e na imprensa. Aí embaixo vocês acompanham outra versão para o fato. Outra, de muitas versões divulgadas, certo?

Também estivemos ocupados com a ação das autoridades na Vila Cruzeiro e no Complexo do Alemão. O problema é que alguns dos nossos redatotes ficaram com síndrome de abstinência e não conseguiam escrever. Mas já estamos resolvendo a situação com orégano...

Ainda temos uns colaboradores que são tricolores e se intoxicaram com pó de arroz, por conta da conquista do título de campeão brasileiro de futebol. Agora eles estão bem e já voltaram a escrever e a desmunhecar.

Bom, é isso! Um ótimo ano novo a todos! Contamos com vocês para passarmos de cinco leitores para dez. Sabemos que 100% de aumento é uma meta ousada, mas quem é que não sonha nessa época do ano?!


Feliz 2011 e boa (?) leitura!


Equipe o Desenfado


quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Testículo esquerdo

A verdadeira origem da polêmica bolinha de papel na careca do Serra
Paulo Dodô

- Marlon, que ideia foi essa de marcar de me encontrar no meio de passeata política!?
- Poxa, Sandra, como é que eu ia saber que tava rolando comício da Dilma em Campo Grande?
- Pior é que não é só dela. Vi que o Serra também tá aqui.
- Sério?
- Eles vão passar por aqui a qualquer momento.
- Nunca vi a rua tão lotada de gente...
- Mas vamos mudar de papo! Por que você não atendeu o celular ontem?
- Sandra...eu...não ouvi...tava no vibra..
- Isso é desculpa! Liguei umas 20 vezes! Ai, não aguento mais receber panfleto de político... Com quem você estava?
- Com ninguém, Sandra. Tava no trabalho.
- 11 da noite e você no trabalho?! Tenho cara de trouxa?
- Sandra, tive que fazer um relatório. Se eu não entrego, o chefe me mata.
- Balela! Onde você tava? Opa, cuidado com essa bandeira, cara!
- Sandra, para com isso. Aliás, vamos embora daqui. Tá estranho. Acho que vai dar confusão. Tem gente da Dilma e do Serra. Vamos embora...
- Dane-se! Eu não saio daqui até você me responder com quem você estava!
- Com ninguém...já falei. Quer um chiclete? Tenho aqui na bolsa.
- Que chiclete, Marlon! Quero respostas! Ei, que papel é esse aí?
- Papel? Que papel?
- Esse aí do lado do chiclete, Marlon!
- Ah..não é nada...
- Então me dá! Se não é nada, me dá!
- Não é nada...
- Não amassa, Marlon! Eu quero ver!
- Não é nada, vou até jogar fora. Não tem lixo aqui. Vai pro alto mesmo. Se cair na cabeça de alguém, azar.
- NÃO! EU QUERO VER! EU QUERO! ME DÁ!
- Já era! Joguei. Sandra, calma. Era só uma bolinha de papel. Não precisa fazer escândalo por causa de uma bolinha de papel...


Testículo direito


Foi assim que vi o título

Vartan Melikian - www.cronicaeaguda.blogspot.com



35 minutos do segundo tempo

Os próximos 10 minutos iriam decretar dois meses de humor meu. O Fluminense vencia por 1x0. Só que um golzinho do Guarani podia me tornar paciente de uma unidade cardiológica.

36 minutos

Nesse momento, batia o recorde de caminhada dentro de uma sala de estar. Em frente à TV, andando de um lado para o outro, percorri o equivalente a 17,5 quilômetros.

37 minutos

O locutor avisa que tanto Corinthians como Cruzeiro estão empatando. Só um desastre tira o título do Flu. Não queria, mas nessa hora, me veio à cabeça a LDU. Tinha que pensar em coisas positivas. É a lei da atração! Lembrei a arrancada de 2009. Tudo começou ali. Essa a verdade. O título de 2010 começou em 2009. E se levarmos em conta que cada equipe começa o campeonato com 5% de chances de título e, ano passado, a possibilidade de o Flu participar do brasileirão deste ano era de apenas 2%, a conta que surge é essa: em 2009, as chances de o Fluminense ser campeão no ano seguinte eram 2% em cima de 5%, ou seja, 0,1%. Fiz essa conta no meio do jogo, juro!

38 minutos

Toca o telefone. Alguém diz: “Vamos ser campeões, Vartan, vamos ser campeões!!!”. Eu repondo: “Deus te ouça!”. Ele desliga o telefone. Até agora não sei quem era!

39 minutos

Meu vizinho grita “Muricy guerreiro! Ficou no Flu para ganhar o Brasileiro”. Como Muricy foi importante! Com ele não tem segredo, vídeo motivacional ou teorias como a lei da atração que usei aos 37 minutos de jogo (mas deu certo, vocês viram). A malandragem de Muricy é trabalhar. O tricolor carioca precisava desse pragmatismo paulista. E esse paulista precisava desse clima carioca. O Flu está mais sério. Muricy está mais alegre. Eles se merecem. Nós merecemos.

40 minutos

Conca sente câimbras. Começo outra conceituação filosófica, sociológica sei lá o quê. Esse argentino é o rei do Brasileiro. Brasil x Argentina, Pelé x Maradona, Samba x Tango. Penso: quanta rivalidade boba. E exagero: o Flu está contribuindo para o fim desse bairrismo. Nesse momento, quem canta é o meu filho de 6 anos: “Puta que pariu, é o argentino mais amado do Brasil”. Ameaço repreender o palavrão do menino, mas não é ele que está certo? Bem, acho que não é exagero meu. Se Brasil e Argentina se unirem, vai ser por causa do Fluminense. Digo isso de forma racional. NEEEEENNNNNSSSEEEE!!!!

41 minutos

A bolinha da Globo avisa: gol do Cruzeiro. Cacete, não podemos nem pensar em tomar um gol. Custava uma vitória tranquila por 3 x 0, por exemplo? Melhor pegar o livrinho do plano de saúde e marcar a página do Procordis.

42 a 44 minutos

Estou rezando. O que leva um torcedor a crer que Deus assiste ao campeonato brasileiro? Vocês acham que Deus vai dar esse cartaz todo a CBF?

45 minutos

Vão ser dois minutos de acréscimos. 120 segundos. 1200 décimos, 12000 centésimos ou 120000 milésimos. É tempo para cacete, porra!

46 minutos

O juiz vai apitar a qualquer momento. Vai apitar, apitar, api....

12 horas depois

Acordo. Estou no Procordis. Chega o médico. É o Celso Barros.
NEEEEENNNNSSSSEEEE!!!

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Nada como um dia atrás do outro

Cesar Cielo
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