domingo, 15 de maio de 2011

Testículo


Monarquia Brasileira



Paulo Dodô



Foi exagerada a cobertura do casamento da família real britânica?

Bem, só se falou disso em jornais, programas de tv e rodas de boteco. Encheu o saco, né?

O pior foi acompanhar os ditos especialistas falando sobre as toalhas de mesa e a cor das meias de fulano, além dos ricos comentários que, provavelmente, foram coletados no Google.

De toda essa história, ou melhor, conto de fadas, deu pra perceber que, por mais que o Brasil seja governado por uma presidenta, somos monarquistas enrustidos.

Somos um povo que elege reis e rainhas. Além de nós, a imprensa, claro! Um povo que adora colocar coroas em indivíduos que se destacaram, ou não, em suas áreas. Veja só:

Pelé, o rei do futebol.

Rita Cadillac, a rainha do Bumbum.

Roberto Carlos, o rei. De quê mesmo?

Os tantos reis e rainhas da praia, nos mais variados esportes.

Xuxa, a rainha dos baixinhos.

Dominguinhos, o rei do Baião.

Os reis e rainhas do BBBs, adorados por muitos e entronados pelo jornalista (?) Pedro Bial.

Bem, o papel de bobo da corte a gente deixa para os palhaços de Brasília. O chapéu com sininhos do momento fica com o “putado” Jair Bolsonaro. Um chapéu bem colorido e cintilante, com as cores do arco-íris.

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