segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Minha sogra e o bichinho de estimação


Minha esposa andava preocupada com a minha sogra. E eu muito mais. Amo a minha sogra, sabe? E pra mim, ela é sempre um motivo de preocupação.

Ela estava se sentindo sozinha e tivemos a ideia de comprar um bichinho de estimação pra fazer companhia. No dia marcado pra irmos a uma loja de animais, minha esposa passou mal e fui escalado para ir com a sogrinha. Apesar de achar que “sogra” e “estimação” são duas palavras que não combinam...

Mas o que comprar? Gostei da ideia dela ter um cachorro. Apesar do conselho do vendedor, insisti na compra de um pitbull. Cão dócil, carinhoso, companheiro mesmo. Ela não gostou. Achou-o feio. Como faz falta um espelho em casa...Bem, aí dei a dica do rotweiller, doberman, mas nada feito. A sogrinha não quis.

Resolvi mudar de espécie. Que tal um pássaro? Um lindo passarinho empoleirado na sala...que beleza seria! Perguntei sobre o gavião. Nada feito, não tinha. Condor? Águia? Também não. Desisti.

Pensei nos répteis. Isso! Répteis! A cobra era a escolha certa para a minha sogra, afinal, o bicho era a cara dela! Ela não quis. Acho que não queria dividir seu habitat com um bicho assim. Pena, as jararacas iam se sentir bem com a companhia mútua.

Aí lembrei de um outro bicho, mas vi de cara que ia dar trabalho. O quarto da vaca teria que ser maior pra caber a outra. È, não daria uma vaca lá... Pena.

Já indo embora, quase desistindo, vi um bichinho num canto, dentro de uma caixa de vidro bem fechada. É ele! Compramos o fofinho na hora!

Apesar do estranhamento inicial da minha querida sogrinha, acho que ela já está se adaptando bem à nova companhia: um lindo gambá.

Só ando preocupado com o mau cheiro no apartamento. Acho que o gambá não vai aguentar por muito tempo...


Paulo Dodô



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